Ele abriu o aplicativo, conferiu o saldo e ficou satisfeito. Tinha mais dinheiro investido do que no ano anterior.
À noite, a esposa perguntou se ele conseguiria trabalhar menos dali a cinco anos. Ele não soube responder.
Sabia quanto tinha. Sabia quanto guardava por mês. Só não sabia se aquilo seria suficiente para a vida que os dois estavam imaginando.
O saldo responde quanto existe. A pergunta dela era outra: o que esse dinheiro permite fazer, e quando. Para chegar a essa resposta, a conta precisa começar por três definições que o aplicativo não pede: o que você quer que o patrimônio permita, daqui a quanto tempo e quanto isso custa por mês.
Com essas definições, já dá para fazer uma primeira estimativa: quanto o patrimônio precisa pagar por mês, quanto você precisa acumular para isso e quanto tempo levaria com os aportes que consegue fazer.
Um exemplo. Ele tem R$ 1,8 milhão investido e aporta R$ 8 mil por mês. A vida que o casal imagina custa R$ 20 mil mensais. Se quiser parar de trabalhar, o patrimônio terá que cobrir R$ 240 mil por ano. Com uma referência de retirada de 4% ao ano, o valor necessário seria R$ 6 milhões.
Faltam R$ 4,2 milhões. Supondo um retorno de 5% ao ano acima da inflação, já descontados custos e impostos, ele chegaria lá em cerca de quinze anos. A conta está em valores de hoje e considera que os aportes também acompanham a inflação.
Agora a mesma família com outra definição. Ele reduz a rotina e mantém uma renda de R$ 12 mil mensais. O patrimônio precisa cobrir os R$ 8 mil restantes. Com a mesma referência de retirada, o valor necessário cai para R$ 2,4 milhões, e o prazo estimado, mantendo os aportes até a mudança, para cerca de três anos.
A diferença está em quanto da vida o patrimônio precisa sustentar. Parar exige substituir toda a renda. Trabalhar menos pode exigir apenas uma parte. Na simulação, reduzir a rotina caberia no prazo de cinco anos que a esposa perguntou. Parar, ainda não.
Você pode acompanhar o saldo com disciplina e deixar o objetivo em forma de vontade. “Quero mais tranquilidade” não entra em conta nenhuma. “Quero trabalhar metade do tempo aos 55, mantendo este padrão” já permite começar.
E ainda é preciso saber quanto do patrimônio pode sustentar essa renda. O imóvel em que você mora não paga as despesas do mês. A participação na empresa pode gerar renda, mas seu valor não está todo disponível para retirada. Nem todo patrimônio entra da mesma forma nessa conta.
A Virada Patrimonial, o momento em que o patrimônio sustenta a vida sem depender do trabalho, deixa de ser uma ideia distante quando tem data e valor. Pode estar mais perto do que você supõe, ou mais longe. Sem a conta, as duas hipóteses parecem iguais.
Vale responder hoje: você sabe quanto tem, mas sabe o que esse dinheiro permite fazer, e em quanto tempo?
Se a resposta ainda é um palpite, o próximo passo é um diagnóstico patrimonial gratuito. É uma conversa de uma hora, por vídeo, seguida de um estudo com os seus números: quanto falta para o seu objetivo e qual o prazo estimado para chegar lá. Sem compromisso de contratação.
A GuiaInvest Wealth é registrada na CVM como consultora de valores mobiliários. Trabalha sem produto próprio e sem acordo de distribuição com gestoras.
Tiago Machado
GuiaInvest Wealth







