6 perguntas que todo patrimônio deveria saber responder

Seis perguntas que mostram se o seu patrimônio está cumprindo o papel dele. Cada uma depende dos seus números, da sua idade e dos seus planos.
Casal revisando papéis à mesa de jantar, em casa, à noite

Um patrimônio é mais do que a soma do que aparece nos extratos. Ele é o que você construiu para cuidar de você e da sua família. Seis perguntas mostram se ele está cumprindo esse papel.

Nenhuma delas tem resposta pronta. Cada uma depende dos seus números, da sua idade e dos seus planos. Mas só de passar por elas você já percebe o que está claro e o que ainda está no escuro.

1. Para que serve esse dinheiro?

Parece uma pergunta simples, mas muita gente nunca parou para responder. O dinheiro vai sendo guardado e investido, e a finalidade fica para depois.

Só que a finalidade muda tudo. Pense num dinheiro que vai pagar contas daqui a dois anos. Ele não pode ser investido do mesmo jeito que um dinheiro que só vai ser usado daqui a vinte. E um patrimônio que vai sustentar a família depois de você precisa durar mais do que você.

Quando a finalidade não está clara, qualquer investimento parece bom ou ruim dependendo do mês.

2. Estou no caminho de chegar aonde quero?

Saber aonde você quer chegar é metade da resposta. A outra metade é saber se o que você faz hoje leva até lá.

Isso depende de quatro coisas que andam juntas. Você parte do que já tem investido e soma o que consegue guardar. Esse dinheiro precisa crescer acima da inflação. E tudo isso corre contra o tempo que falta.

Quando uma delas muda, as outras precisam compensar. E um extrato que cresce todo ano não mostra se essa conta fecha.

3. Quanto posso retirar por mês sem o patrimônio acabar?

Essa é a dúvida de quem já vive do patrimônio ou quer começar a viver. E ela tem dois jeitos de dar errado.

Quem retira demais vê o dinheiro acabar antes do tempo. Já quem retira de menos, por medo, abre mão de uma vida que o patrimônio poderia sustentar. A resposta certa fica entre os dois. Ela depende de quanto sai por mês e de quanto o dinheiro repõe. E depende também de por quanto tempo essa renda precisa durar.

4. O que acontece se algo der errado?

Pense numa doença ou na perda da sua renda. Pense também numa queda forte do mercado ou num ano ruim da sua empresa.

Em algum momento, uma dessas coisas chega para quase todo mundo. O que importa é se você teria dinheiro disponível para atravessar esse momento sem vender nada às pressas. O prejuízo maior costuma vir da venda feita na hora errada.

5. E se eu faltar?

Esse é o assunto que todo mundo deixa para depois. Mas vale responder algumas perguntas simples.

A sua família sabe onde está cada coisa? Ela teria dinheiro para se manter enquanto o inventário não termina? E o que você construiu chegaria a ela do jeito que você gostaria?

Quem se planeja decide essas coisas enquanto pode. Quem não se planeja deixa a decisão para a lei.

6. Quem está olhando para tudo isso junto?

O banco cuida da carteira. O contador cuida do imposto. O advogado cuida do contrato da empresa. Cada um olha a sua parte, e quase sempre olha bem.

O problema é que uma parte mexe na outra. Comprar um imóvel à vista, por exemplo, muda quanto sobra para gerar renda. Tirar dinheiro da empresa muda o imposto. E a forma como os bens estão organizados muda o que a família vai enfrentar depois.

Quando ninguém olha o conjunto, cada decisão pode estar certa sozinha e errada no todo.

Por onde começar

Se alguma dessas perguntas deixou você em dúvida, é por ela que vale começar. Ninguém precisa ter as seis respostas na ponta da língua. É normal ter clareza em algumas e nenhuma ideia em outras.

Tente responder de cabeça e anote as perguntas em que você travou. Essas anotações são o melhor ponto de partida para uma conversa com a gente, porque é nela que essas perguntas ganham os seus números.

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