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CK DETONI
  • 29 de outubro de 2018 às 15:10
#SUZB3 #FIBR3 29/10/2018
Suzano discutirá crescimento após
fusão com Fibria
Um dos principais temas a serem tratados após o fechamento da fusão entre
Suzano Papel e Celulose e Fibria, que pode ocorrer em dois ou três meses, é a
estratégia de expansão da nova companhia. De acordo com o presidente da
Suzano, Walter Schalka, opções de crescimento serão avaliadas após o
fechamento da operação. Entre analistas cresce a expectativa em torno de
uma potencial decisão de investimento já em 2019.
"O foco era buscar a redução da alavancagem, mas fomos muito favorecidos
por preços da celulose e pelo câmbio, o que ajuda com o processo de
desalavancagem mais rápido", disse o executivo. Apesar da posição mais
confortável, a discussão sobre uma nova rodada de crescimento ainda não
começou, segundo Schalka. "Vamos discutir isso depois do fechamento.
Minha filosofia pessoal é criar opcionalidades e o crescimento orgânico é
uma opção", afirmou.
A meta da companhia é que o índice de alavancagem, medido pela relação
entre dívida líquida e resultado antes de juros, impostos, depreciação e
amortização (Ebitda), fique entre 2 vezes e 3 vezes. O Itaú BBA projeta
relação entre dívida líquida e Ebitda de 2,7 vezes para a companhia após a
aquisição da Fibria, já no fim deste ano, frente a índice pro forma de 3,2
vezes no terceiro trimestre. O executivo também foi questionado por
analistas sobre os planos de investimento após a operação com a Fibria e
disse que esse será um dos principais temas de discussão. "Uma das
principais questões a ser discutida será a alocação de capital para o futuro",
comentou.
Conforme Schalka, a fusão será fechada provavelmente no fim de dezembro
ou no início de janeiro, após o aval definitivo da Comissão Europeia. "A
operação com a Fibria segue dentro do cronograma. A expectativa é que o
processo de análise na Europa seja finalizado ainda em novembro", disse.
Após a aprovação, a companhia prevê que serão necessários mais 45 dias
para os últimos passos para fechamento da operação, incluindo a listagem de
ADRs (recibos de ação) na Bolsa de Nova York. Segundo o diretor financeiro
e de Relações com Investidores da Suzano, Marcelo Bacci, o início de
negociação dos ADRs deve ocorrer entre o fim de novembro e a conclusão da
transação, "mais provavelmente perto do fechamento".
Ao fim de setembro, considerando-se a correção pelo CDI, o valor a ser pago
pela Suzano aos acionistas da Fibria para a consolidação das duas
companhias estava em R$ 31,2 bilhões. Todo esse valor está protegido em
relação ao câmbio, ante 84% em setembro. Neste momento, a Suzano já
conta com a maior parte dos recursos necessários para o fechamento da
operação. "Falta, então, algum financiamento adicional que estamos
fazendo", disse. "Mais o caixa das duas empresas, é mais do que o necessário
para fechar a operação"