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Bob
  • 6 de dezembro de 2013 às 12:25
CEB: pior avaliação desde 2005

Correio Braziliense - 06/12/2013

A insatisfação dos brasilienses com as constantes quedas de energia, principalmente em períodos chuvosos, se refletiu no resultado de uma pesquisa divulgada ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Do ponto de vista do consumidor, a Companhia Energética de Brasília (CEB) obteve o pior desempenho desde 2005, com destaque para a avaliação negativa de itens relacionados à confiabilidade dos serviços prestados.

Em uma metodologia que inclui, ainda, variáveis como qualidade percebida, confiança e preço, a CEB recebeu 58,93 pontos, ocupando o 22º lugar no ranking das 63 concessionárias de energia do país. Entre 41 e 60 pontos, de acordo com os parâmetros da pesquisa, o desempenho é considerado regular. A Companhia Sul Sergipana de Eletricidade recebeu a melhor nota (74,37), enquanto a pior ficou com a Companhia de Eletricidade do Amapá (38,43).

No caso da CEB, quando analisados somente os quesitos de confiabilidade nos últimos 10 anos, os resultados nunca foram tão baixos. As principais queixas são quanto à demora e à ineficiência no restabelecimento da energia e no prazo de respostas às solicitações dos clientes. O item sobre pontualidade na prestação de serviços também recebeu uma das piores avaliações.

Com uma situação financeira bastante delicada, equipamentos sucateados e embates com a categoria, a CEB tem dificuldades para garantir a qualidade dos serviços e conquistar a confiança dos usuários. Na última terça-feira, os funcionários da companhia voltaram ao trabalho após um mês de greve, quando 1,4 mil serviços se acumularam.

Investimento
A empresa responsável pela distribuição de energia na capital do país afirma que esperava "resultado melhor" na avaliação dos usuários, levando em consideração os investimentos feitos em 2012 (R$ 163 milhões) e neste ano (R$ 204 milhões). "Apesar disso, a população ainda não conseguiu perceber o retorno desses investimentos", disse a companhia, por meio de nota.

Embora os problemas persistam, a CEB acredita que já pode contabilizar dados positivos. Cita como exemplos a redução, em 2013, de aproximadamente duas horas no tempo médio em que o consumidor fica sem luz no ano, além de uma queda de 1,5 na média de vezes em que há interrupção de energia elétrica, também no ano.

Anualmente, a própria Aneel elabora rankings das melhores e das piores concessionárias do país e, nessa avaliação, a situação da CEB fica ainda mais complicada. Em 2012, a companhia teve o terceiro pior desempenho entre as 35 maiores, atrás apenas das empresas de Goiás e do Pará. O resultado deste ano deve ser divulgado em janeiro de 2014.