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  • 19 de janeiro às 19:22
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Preços do petróleo têm forte alta com conflitos e tensões em países produtores
Aumento dos preços também é influenciado por dados de demanda, que não recuou conforme estimativas anteriores em relação ao impacto da ômicron
Por André Mizutani e Olívia Bulla, Valor — São Paulo

19/01/2022 18h27 Atualizado há 53 minutos


Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta, alcançando novas máximas de mais de sete anos, em meio aos temores de que a oferta global de petróleo não será capaz de acompanhar uma demanda que não foi tão prejudicada pela variante ômicron quanto se estimava.

Em paralelo, uma série de eventos geopolíticos elevou a tensão nos mercados de energia de alguns dos maiores produtores globais de petróleo nas últimas semanas, incluindo um ataque com drones por combatentes do Iêmen nos Emirados Árabes Unidos, a tensão entre a Rússia e a Ucrânia e uma série de protestos violentos no Cazaquistão.
O contrato do petróleo Brent para março fechou em alta de 1,06%, a US$ 88,44 por barril na ICE, em Londres, e o do petróleo WTI para fevereiro subiu 1,79%, a US$ 86,96 por barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York. O índice dólar DXY, que normalmente tem correlação negativa com a commodity, operava há pouco em queda de 0,24%, a 95,506 pontos.
"A oferta mais apertada e a ausência da retração da demanda por causa da covid-19, somadas às tensões no Oriente Médio e entre a Rússia e a Ucrânia está mantendo os compradores em alerta", disse Dennis Kissler, da BOK Financial, à Dow Jones Newswires.
Além da tensão em relação à oferta, os preços do petróleo ampliaram os ganhos mais cedo, depois que a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) elevou a previsão para o crescimento da demanda global pela commodity em 2021 e 2022, em seu relatório mensal.
Segundo a agência, 2022 deve ser o ano em que a demanda por petróleo deve retornar aos níveis pré-pandemia, em meio à visão de que a variante ômicron do coronavírus deve ter um impacto mínimo no consumo. A agência observou ainda que a rápida disseminação da variante, mas a gravidade limitada, pode ser positiva para a demanda, aumentando a resistência global ao vírus sem provocar bloqueios rígidos.