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Bob
  • 11 de fevereiro às 09:07
#SUZB3 #RANI4 #NEMO3 #KLBN4 #IBOV

Suzano (SUZB3) = O Itaú BBA mantém avaliação em outperform para a Suzano, com preço-alvo de R$ 66

A produtora de papel e celulose Suzano teve lucro líquido de R$ 5,914 bilhões no quarto trimestre do ano passado, forte salto de 403% ante o resultado positivo de R$ 1,175 bilhão registrado no mesmo período de 2019. O desempenho foi apoiado por um salto no resultado financeiro positivo da companhia, impulsionado por ganhos cambiais e com derivativos. A linha subiu de R$ 1,6 bilhão no quarto trimestre de 2019 para R$ 6,2 bilhões nos três meses encerrados em dezembro passado. Ajudou também no resultado geral do grupo uma melhora operacional com queda no custo de produção de celulose.

A companhia apurou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 3,965 bilhões nos três últimos meses do ano passado, crescimento anual de 61%.

A Suzano também estimou investimento de R$ 4,9 bilhões este ano, dos quais R$ 4 bilhões serão destinados às operações industriais e florestais do grupo.

A companhia teve um preço líquido médio de celulose no exterior de US$ 459 por tonelada no quarto trimestre, uma queda de 2% sobre os três meses finais de 2019, mas o custo caixa de produção do insumo, sem considerar paradas de manutenção, recuou 1%, a 622 reais.

A combinação de uma melhora operação permitiu o crescimento no Ebitda apesar das vendas de celulose terem recuado 9% no quarto trimestre, para 2,66 milhões de toneladas. A receita líquida cresceu 14% e a geração de caixa operacional saltou 93%. A Suzano afirmou que reduziu seu estoque de celulose em cerca de 1 milhão de toneladas no ano passado.

Além disso, a companhia completou a curva de sinergias gerada pela fusão com a Fibria com captura de R$ 1,3 bilhão por ano em bases recorrentes entre 2019 e 2020. O resultado, segundo a empresa, ficou acima do esperado.

No front de endividamento, a Suzano manteve trajetória de redução da alavancagem, reduzindo de 5,1 vezes no terceiro trimestre para 4,3 vezes ao final de dezembro em reais. Em dólares, a variação foi de 4,4 para 4,3 vezes.

O Credit Suisse destacou que o Ebitda foi 8% acima do consenso e em linha com a previsão do Credit, devido a vendas mais fortes no trimestre, em sua avaliação, ao contrário do que muitos investidores esperavam.

O banco mantém a Suzano como sua ação favorita para faturar com a alta dos preços da celulose, que o Credit diz esperar que se mantenha até junho. O banco diz esperar um fluxo livre de caixa da Suzano de 10%, e queda na dívida líquida de 4,3 vezes o Ebitda para 2,7 vezes. O Credit mantém avaliação de outperform para a Suzano, com preço-alvo de R$ 77, frente os R$ 68,20 de fechamento na quarta (10).

O Itaú BBA diz avaliar que os resultados da Suzano para o quarto trimestre de 2020 são fortes, com o Ebitda de R$ 3,965 milhões superando em 19% suas estimativas, e em 6% o consenso do mercado. As vendas superaram a produção, levando a queda de estoques da Suzano, o que o BBA enxerga como indício de uma demanda sólida. A queda na dívida deve melhorar o pano de fundo para estratégias alternativas de crescimento. O banco mantém avaliação em outperform para a Suzano, com preço-alvo de R$ 66.
    Publicado às 19h36   A Suzano (SUZB3), uma das maiores produtoras de celulose […]