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Bob
  • 25 de janeiro às 08:59
#GGBR4 #VALE3 #CSNA3 #FESA4 #USIM5

IPO - CSN

A CSN Mineração lançou na sexta-feira sua oferta inicial de ações (IPO), em busca de cerca de R$ 5,3 bilhões, em uma operação que o mercado tinha mais desconfiança do que São Tomé sobre sua efetiva realização. A listagem da CSN Mineração é ensaiada por Benjamin Steinbruch há pelo menos uma década, mantida como um trunfo da controladora para reduzir de vez sua alavancagem. O apego de Steinbruch por seus ativos é conhecido do mercado, mas a mineração recebia particular atenção — a operação funciona como um reloginho em geração de caixa, ajudando a acalmar os ânimos de analistas em relação ao elevado endividamento consolidado da CSN.

No IPO, a companhia definiu a faixa indicativa de preço entre R$ 8,50 e R$ 11,35. Ao preço médio de R$ 9,93, a companhia chegará à bolsa com valor de mercado de R$ 55,5 bilhões — ao menor valor, a avaliação será de R$ 47,52 bilhões e, no teto, de R$ 63,42 bilhões.

A oferta base será de 533,9 milhões de ações, sendo 161,2 milhões de ações na tranche primária e 372,7 milhões na tranche secundária — ou seja, 30% para o caixa da empresa e 70% para os acionistas vendedores — para a CSN e as sócias asiáticas JBMF (Japão Brasil Minério de Ferro Participações) e Posco. A fixação de preço será submetida à aprovação da CSN, como controladora, mas não precisa ser submetida às sócias.

O lote adicional pode colocar mais 20% na operação, e a companhia tem ainda a possibilidade de alocação do lote suplementar, esse correspondente a até 15% da oferta base — nesses dois lotes, ficam à venda exclusivamente papéis de titularidade da CSN. Um batalhão de 11 bancos vai correr atrás de investidores — coordenam a oferta Morgan Stanley, XP, Bank of America, Fibra, Citi, Santander, Safra, Bradesco BBI, BTG, Caixa e UBS BB.

Com os recursos que vão para o caixa, a CSN Mineração vai investir em seus projetos de expansão — como o Itabirito P15 e os Projetos de Recuperação de Rejeitos de Barragem Pires e Casa de Pedra. O prospecto traz o balanço da companhia até setembro de 2020. Em nove meses, a CSN Mineração teve Ebitda de R$ 5 bilhões, com margem Ebitda de 55,8%. A receita operacional líquida foi de R$ 8,9 bilhões no período, ante R$ 8,23 bilhões de janeiro a setembro de 2019.

A CSN Mineração tem uma das maiores reservas de minério de ferro no mundo, certificada em mais de 3,02 bilhões de toneladas de acordo com a auditoria da Snowden (realizada em 2015 e considerando as minas de Casa de Pedra e Engenho). Nos fatores de risco, a companhia cita o risco de rompimento de barragens e os custos previstos para transformação de algumas delas — a companhia tem três barragens construídas no método de alteamento “a montante”, que por nova regulamentação precisam passar por drenagem e manutenção dos rejeitos para eliminação da estrutura como barramento.

A descaracterização de cada barragem a montante exigirá gastos remanescentes da ordem de R$ 368 milhões. Duas já estão nesse processo com conclusão prevista até 2022 e uma terceira, com prazo até setembro de 2025. Ainda nos fatores de risco estão potenciais situações de conflito de interesses com partes relacionadas, uma vez que a empresa tem contratos de fornecimento de minério de ferro celebrados com as acionistas e outros contratos envolvendo, por exemplo, prestação de serviços de desembarque de granéis sólidos para atender às importações de carvão e coque, realizadas pela CSN, e compartilhamento de custos administrativos.