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marco antonio alves da rocha
  • 30 de outubro às 16:21
Um santo remédio
A taxa de câmbio está há um ano e meio no patamar que alguns economistas defendiam como o valor de equilíbrio para a indústria. Apesar disso, o setor segue estagnado
Por Alexandre Schwartsman
Não é segredo que a indústria brasileira enfrenta sérias dificuldades. Entre 2013 e 2016, a produção industrial caiu praticamente 20%, desempenho similar ao das vendas no varejo, termômetro do consumo (de bens), no mesmo período.
Do final de 2016 para cá, contudo, as vendas varejistas têm crescido à velocidade média de 5,4% ao ano, insuficiente, é verdade, para recolocá-las no patamar de 2013 (permanecem 7% abaixo).
Por outro lado, no mesmo intervalo, a produção industrial vem crescendo a medíocres 1,2% ao ano e, desde o início de 2018, entre altos e baixos, não sai do lugar, nada menos do que 17% inferior aos níveis registrados em 2013.
O péssimo desempenho do setor não é apenas um problema para o país. É, ou pelo menos deveria ser, uma questão ainda maior para os autointitulados “neodesenvolvimentistas”, que sempre afirmaram que o crescimento, puxado pelo setor industrial, viria com a taxa de câmbio no nível “certo”.
Trata-se de uma ficção chamada de “taxa de câmbio de equilíbrio industrial” (TCEI), que, por meios misteriosos, talvez envolvendo o sacrifício de pequenos animais e oferendas diversas, “estimaram” se encontrar ao redor de R$ 4,00/US$.
Não precisam acreditar em mim: a tabela abaixo traz as “estimativas” da taxa de câmbio de “equilíbrio industrial”, bem como a data em que foram publicadas e também as referências originais para os eventuais céticos (minha favorita é a janeiro de 2016, em que, com base na TCEI, o sumo sacerdote da seita previu a iminente recuperação da economia brasileira no ano que o PIB caiu 3,3%, mas, por favor, explorem para definir sua predileta).
“Estimativas” da taxa de câmbio de “equilíbrio industrial”