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Bob
  • 16 de outubro às 11:56
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Quellaveco, projeto de US$ 5 bilhões, tem reservas comprovadas até uma profundidade de 400 metros, podendo se estender a até 1 mil metros


Cutifani, presidente, não pretende sair da mineradora até a conclusão do projeto — Foto: Rodrigo Lima/ValorCutifani, presidente, não pretende sair da mineradora até a conclusão do projeto — Foto: Rodrigo Lima/Valor
Cutifani, presidente, não pretende sair da mineradora até a conclusão do projeto — Foto: Rodrigo Lima/Valor

O projeto de cobre de US$ 5 bilhões da Anglo American no Peru tem potencial para ser um ativo “geracional”, com reservas suficientes para um século de produção, segundo o executivo encarregado de seu desenvolvimento.

A mina peruana de Quellaveco tem reservas comprovadas até uma profundidade de 400 metros, mas amostras de perfurações indicam que a mineralização poderia se estender até a 1 mil metros, informou a empresa em apresentação.

“Esta não vai ser uma mina de 30 anos. Minha opinião pessoal é que vai estar perto dos 100 anos”, disse Tom McCulley, chefe da Anglo American no Peru, em apresentação feita em Lima na segunda-feira. “Vai ser uma licença para imprimir dinheiro por um longo período de tempo”.

A Quellaveco é a primeira nova mina aprovada pela Anglo American desde o Minas-Rio, um projeto de minério de ferro que consumiu bilhões de dólares além do orçamento e acabou custando também o cargo da ex-executivo-chefe Cynthia Carroll.

Agora liderada pelo executivo australiano Mark Cutifani, analistas dizem que a Quellaveco é uma chance para a Anglo American mostrar que é capaz de entregar grandes projetos dentro do prazo e do orçamento. Cutifani, que assumiu o comando da empresa em 2013 e a recuperou, disse que não pretende sair da mineradora até ter entregue o projeto concluído.

Duas minas de cobre adjacentes estão em produção há mais de 40 anos, a profundidades bem maiores do que em Quellaveco, que está localizada na região peruana de Moquegua. “Sabemos que isto vai continuar crescendo”, disse McCulley.

O cobre é apontado por analistas como um dos maiores beneficiários da transição mundial para uma energia com menos emissões de carbono, já que é usado pelas empresas de veículos elétricos e de fontes de energia renováveis.

Quellaveco deverá começar a produzir em 2022. Quando chegar a sua capacidade plena, deverá fazer 330 mil toneladas de cobre por ano, em seus primeiros cinco anos. “Este é um minério de alta qualidade - mais de 1% de cobre - e é suave [portanto] vai passar pela usina com muita facilidade”, disse McCulley.

A exploração fora das áreas principais do projeto indicam que poderia haver outro grande depósito próximo de Quellaveco, em uma área onde atualmente há moradias para o pessoal da Anglo American.

“Na verdade, fizemos alguns furos de perfuração recentemente e encontramos alguns dos minérios de melhor qualidade que já vimos fora da mina”, disse. “Vimos o suficiente para dizer que provavelmente há outra Quellaveco aí fora.” McCulley disse que um aqueduto de 95 quilômetros e as relações com as comunidades locais são dois dos maiores riscos do projeto.

Na semana passada, a mineradora estatal chinesa MMG comunicou que seria forçada a cortar pela metade a produção de seu gigantesco projeto em Las Bambas, também no Peru, se manifestantes continuarem bloqueando estradas. Os ativistas locais também impediram o acesso ao principal porto de cobre do Peru neste mês.

Os moradores do chamado cinturão do cobre do sul do Peru protestam contra a concessão pelo governo de uma licença para outra mineradora, a Southern Copper Corp., construir a mina de Tía María, por preocupações com os recursos locais de água, segundo informou a Reuters.
Quellaveco, projeto de US$ 5 bilhões, tem reservas comprovadas até uma profundidade de 400 metros, podendo se estender a até 1 mil metros
 
J Mello - Farejador de festa
E os ecobichas malthusianos falando em escassez. As reservas de quase todos os minérios só faz aumentar, e no longo prazo o preço cai.