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Bob
  • 8 de outubro de 2019 às 10:42
#BAHI3 #KROT3 #SEER3 #ANIM3 #YDUQ3

Grupo passa a se chamar Cogna Educação, com quatro negócios e um fundo de venture capital


Dentro de sua estratégia de diversificação, a Kroton anunciou ontem a criação de uma holding com quatro subsidiárias e um fundo de venture capital. Cada uma das empresas terá sua própria estratégia de negócio e esse pode ser mais um passo para a companhia abrir o capital da sua unidade de educação básica ou receber investimentos de fundos para expansão.

Há uma demanda de investidores por negócios de prestação de serviços para escolas do ensino fundamental e médio após a Arco Educação, dona de sistemas de ensino de porte muito menor, ter conseguido levantar mais de R$ 1 bilhão na Nasdaq no ano passado. Sua ação é uma das mais valorizadas na bolsa americana.

“Nos reinventamos para continuar crescendo. Nosso mercado ‘endereçável’ era de R$ 55 bilhões e agora saltou para R$ 174 bilhões”, disse Rodrigo Galindo, presidente da Kroton, referindo-se à soma dos mercados que a nova holding pretende atingir com suas quatro empresas. Atualmente, a participação somada da companhia nesses segmentos é de 4%. “É complicado fazer uma projeção, mas esse percentual mostra o quanto temos de espaço para crescer”, afirmou.

Com a nova estrutura, o grupo passa a se chamar Cogna Educação. O nome Kroton será mantido na divisão ensino superior. A empresa separou sua operação em negócios próprios e serviços educacionais para terceiros. A unidade de prestação de serviços para outras faculdades agora chama-se Platos e a que atende outras escolas de educação básica será Vasta/Somos. A subsidiária de colégios próprios será a Saber.

Uma das frentes de atuação da Platos é a oferta de serviços em ensino a distância, segmento em que a Kroton é líder. Questionado se essa operação não vai canibalizar o próprio negócio da companhia, Paulo de Tarso, presidente dessa divisão, disse que os contratos estão sendo analisados caso a caso e que, provavelmente, a oferta de prestação de serviços de EAD será feita para instituições de ensino com tíquete superior ao da Kroton ou apenas uma parte dos serviços será disponibilizada.

“Cada uma das empresas poderá ter estratégias e receber investimentos distintos. Vamos, inclusive, divulgar a partir do próximo ano os resultados de cada uma das áreas de forma separada. O objetivo é saber como cada uma delas está performando”, disse Galindo.

O fundo de venture capital terá, prioritariamente, recursos próprios da holding, mas não estão descartadas parcerias com outros fundos de investimento. O aporte será destinado para negócios de tecnologia educacional que possam servir, principalmente, à companhia. O grupo está desenhando o modelo do fundo, que começa a operar em 2020. As startups que receberem aportes do Cogna Ventures, nomenclatura do fundo, poderão investir em outros negócios que não sejam educação e a holding terá participação nos ganhos apurados.

Outra novidade anunciada ontem, durante o KrotonDay, evento voltado a investidores e analistas de mercado, foi a proposta de mudança no conselho de administração. Três nomes foram sugeridos: Rodrigo Galindo, presidente-executivo da companhia, Juliana Rozembaum (do conselho da Renner) e Thiago Piau (CEO da Stone). “Já há 36 companhias de capital aberto em que o presidente faz parte do conselho. Acreditamos que é uma forma da diretoria executiva estar mais próxima do colegiado”, disse Galindo. A reunião para formalizar os novos membros está marcada para o dia 18.

A companhia também criou um conselho de fundadores das instituições de ensino do grupo. Farão parte do novo colegiado Altamiro Galindo (fundador da Iuni), Juliano Cabizuca (fundador da Pitagoras) e Gabriel Mario Rodrigues (ex-Anhanguera), que deixaram o conselho de administração para a entrada dos três novos integrantes.
Grupo passa a se chamar Cogna Educação, com quatro negócios e um fundo de venture capital