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Jean Carlos da Silveira para ELETROBRAS
  • 15 de março de 2012 às 14:27
  • Público
Maior presença em distribuição pressiona Eletrobras






São Paulo, 2 - O ano de 2012 pode ser marcado para a Eletrobras como um ano de aumento de sua atuação no segmento de distribuição, movimento que provavelmente significará mais pressão sobre o balanço financeiro da estatal, hoje já penalizado pelas seis distribuidoras federalizadas que a companhia administra.


Depois de anunciar, em janeiro, um acordo com o governo de Goiás para assumir a gestão da Celg, e de informar que está em negociações com o governo do Amapá que podem levar a uma resolução semelhante para a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), o presidente da Eletrobras, José da Costa Neto, admitiu na última terça-feira que a estatal pode ajudar a Rede Energia, que está com sérias dificuldades financeiras, caso o governo assim indicar. A declaração foi dada no mesmo dia em que uma das principais distribuidoras do grupo, a Celpa, que atua no Pará, entrou com pedido de recuperação judicial.


A possível ampliação da atuação da Eletrobras no segmento desagrada analistas de mercado, que vêm o movimento como um risco para a companhia e seus acionistas. Os profissionais do Barclays Capital Francisco Navarrete, Tatiane Shibata e Giovanna Siracusa, por exemplo, lembraram que mesmo que uma possível transação com a Celpa não resulte em prejuízo para Eletrobras - como assegurou Costa Neto - a operação aumentaria os ativos de distribuição da holding estatal, área em que o grupo não tem conseguido obter resultados lucrativos.


Somente de janeiro a setembro do ano passado, as distribuidoras federalizadas, que atuam no Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí, Rondônia e Roraima, registraram juntas um prejuízo de R$ 837 milhões, ante um lucro líquido consolidado de R$ 3,17 bilhões anotado pela holding estatal no mesmo período. Em entrevista concedida à imprensa no final do ano passado, Costa Neto disse que o prejuízo da área de distribuição somaria R$ 1 bilhão em 2011, mas recuaria gradualmente nos anos sucessivos - para R$ 600 milhões em 2012 e R$ 300 milhões em 2013 - de modo que em 2014 passe a dar lucro.


O trabalho para isso é árduo e inclui um plano de ação que a estatal vem empreendendo para reduzir a inadimplência e as perdas de energia dessas distribuidoras. Conforme a Eletrobras, Amazonas e Piauí são os Estados com maiores índices de perdas não técnicas do País e o grupo decidiu blindar a rede de distribuição com a construção de dois centros de monitoramento, já que o consumo de eletricidade nas regiões são maiores que a média nacional. No que diz respeito à inadimplência, a estatal está cortando a energia de diversos prédios públicos em Alagoas, Piauí, Rondônia e Roraima. Além disso, em Alagoas, a empresa poderá incluir na Serasa mais de 170 mil consumidores com dívidas acima de R$ 100, débitos que em conjunto superam R$ 140 milhões.


Caso tenha que assumir a Celpa, um esforço semelhante precisaria ser feito. O índice de perdas da distribuidora paraense também é alto, supera os 30% do mercado faturado. Mas a analista do UBS Lilyanna Yang, avaliou que um eventual resgate da Celpa pela estatal (que já detém 34% de participação na distribuidora) precisaria ir além da injeção de capital de R$ 400 milhões, montante que corresponde a empréstimos feitos pela estatal à empresa paraense. Segundo ela, esse valor seria suficiente apenas para reduzir a alavancagem para 3,5 vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortização). A empresa registrou Ebitda de R$ 266,4 milhões no terceiro trimestre de 2011, enquanto seu endividamento somava, na época, R$ 1,949 bilhão e seu caixa era de R$ 259 milhões.


O professor Nivalde de Castro, do Grupo de Estudo do Setor de Energia Elétrica da UFRJ, avalia que problemas de desequilíbrios econômicos nas distribuidoras de energia são naturais em áreas de maior extensão geográfica e menor densidade demográfica. Afinal, nelas a necessidade de investimentos na expansão da rede são altos, o que torna as tarifas mais elevadas, mas, em contrapartida, geram aumento da inadimplência e elevação as perdas não técnicas, tendo em vista a menor renda per capita dessas localidades. O problema se agrava na medida em que a agência reguladora penaliza as empresas com altos índices de perdas e baixo índices de qualidade do serviço, reduzindo a remuneração do serviço, o que, em consequência, eleva o custo do capital.


No entanto, para Castro, em situações como essas em que há grave comprometimento financeiro da empresa o papel da Eletrobras, como estatal, é justamente atuar como um instrumento de política pública, colaborando na mitigação dos problemas para os consumidores e auxiliando na busca da recomposição financeira. (Luciana Collet)
ap curtiu isso.
 
Jean Carlos da Silveira
AINDA CONFIO NELA.......
traudguod
Excelente notícia Jean! Me parece um famoso "trade-off" da empresa estatal, que é o governo determinando e ela cumprindo, muitas vezes sabendo do fracasso financeiro, mas sempre priorizando o bem estar social.
Saddan Ghost
Pois é, caindo 4,5% e ainda tem gente confiando. Por ser do governo eu também continuarei confiando, mas a pulga já começa a morder mais forte atrás da orelha.